quinta-feira, dezembro 15, 2011

Deus e o Pé de pitanga

 O DEUS estava sentado, meditando, sob a sombra de um pé de pitanga. Lentamente o Senhor do Universo erguia sua mão e colhia uma e outra fruta, saboreando o fruto de sua criação.Ao sentir o gosto ora azedo ora adocicado de cada uma daquelas frutas fechava os olhos e permitia um sorriso caridoso, feliz, ao mesmo tempo em que mantinha um ar complacente.
Foi então que, das nuvens, surge um de seus Arcanjos vindo em sua direção.
Levemente, ao lado de DEUS disse...
- Senhor, visitei a vossa criação como pediste. Fui a todos os cantos, estive no Sul, no Norte, no Oriente e no Ocidente. Vi e fiz parte de todas as coisas. Observei cada uma das suas crianças humanas. Notei o que há em seus corações  e que deste a cada um destes, apenas uma asa. Senhor... Eles não podem voar apenas com uma asa!
O DEUS na brandura de sua benevolência, respondeu pacientemente a seu Anjo:
- Sim. Eu sei disso. Sei que fiz os Meus Filhos com apenas uma asa.
Intrigado com a resposta, o Anjo queria entender, e voltou a perguntar:
- Senhor, mas porque deu a eles apenas uma asa quando são necessárias duas asas para se possa voar... Como serão livres?
Então responde o DEUS :
- Eles podem voar sim, meu Anjo. Dei aos Meus Filhos apenas uma asa para que eles pudessem voar mais e melhor. Para poderem evoluir levemente... Para voar, meu Arauto, você precisa de suas duas asas: Embora livre, você estará sempre sozinho, ou será somente acompanhado pelos demais. Como os pássaros que, ao mesmo tempo estão juntos, e em seguida debandam....
- Mas os Meus Filhos com sua Única asa, necessitarão sempre de darem-se às mãos e entrelaçarem seus braços, assim terão suas duas asas. Na verdade, cada um deles sempre terá um par de asas. Em cada canto do mundo sempre encontrarão um Outro com uma outra asa, e assim, sempre estará se completando, sempre sendo um par. Dei aos Meus Filhos a verdadeira Liberdade a cada um dei-lhe também, em Igualdade, uma única asa, para que desta forma, possam sempre viver em Fraternidade.

domingo, dezembro 04, 2011

A viagem de Trem

O trem seguia rápido pela serra e os passageiros distraídos conversavam sobre a vida.
-Antonio, me diga, o que tem aí nessa caixa?
-João se eu te contar, vc não vai acreditar...É um furão para o meu irmão.
- Um furão para quê?
-Meu irmão está muito triste, triste com a vida e com todos.De tão triste começou a só ver as piores coisas de cada um. Ele tem visto cobras por todos os lados! Eu comprei esse furão para acabar com todas essas cobras.
- João, isso tudo é só imaginação, pra que um furão!
-Olhe aqui no respirador da caixa, cuidado, muito cuidado, vc pode se machucar..
                                                                                            ...
-Uai! Não vejo nada?!
-Então! o furão é imaginário também...

sábado, novembro 26, 2011

Não duvide!

Dois cavaleiros buscavam o monte sagrado para tentar conversar com Deus. Um achava que Deus Criou a Vida para a provação o outro aceitava o novo como lições diárias do Mistério.
-O Criador só  nos prega peças nessa vida, só trabalho e dor! Disse o primeiro cavaleiro.
-Pelo contrário, os caminhos, pelo desígnio Dele são árduos, mas recebemos a carga de acordo com a nossa capacidade.Disse o outro.
Subiram no alto cume e jejuaram e oraram ao Criador e uma sarça ardeu e dela surgiu uma nuvem e desta. Disse Deus:
-Filhos, vejam essas pedras que pisam, carreguem-nas em sua jornada de volta!
A chama se foi num turbilhão deixando os cavaleiros atônitos.
- Eu não disse! Tudo é dor e sofrimento! Carregar pedras! Jamais!
- O outro Cavaleiro, carregou todas as pedras que pôde.
Ambos desceram o monte e quando surgiu o Sol, a luz iluminou a pedras que eram preciosíssimos diamantes.
-Veja como Deus tem formas misteriosas de sempre interceder ao nosso favor...

sexta-feira, novembro 11, 2011

Num passado e  num templo de um reino não muito distante,  na porta um general conversava com um monge sobre o futuro do império.
-Do templo, passasse os anos e seu entorno permanece, nas casas os homens vivem suas vidas de glória e sofrimento. Apenas o homem muda, de lugar, idéias e destinos. A roda da vida roda e gira na via que criamos a cada dia.
-Sim! Mestre! temos que lutar contra a ameaça estrangeira! Povos estranhos, bárbaros ou apenas ladrões! Eles trouxeram a peste e os vícios! Todos com o número na fronte!É o apocalipse, tudo está invertido!
-Os elefantes são a solução do problema! Cada um vale mais que 5 cavalos! 3 arqueiros, paliçada móvel!
Seremos indestrutíveis! Homens nos francos, tombarão sob nossa muralha!
Um caipira passou e questionou o diálogo.
- como pode ser sô, tanta conversa, um telheiro de discurso, um vai fazer o que quer o outro sempre vai tentar fazer o que ele quer! êlere!
- Oh, seu incontentado, sai fora o meu! Disse o monge
- Ah, tá. Disse o general.

segunda-feira, novembro 07, 2011

O homúnculo real

-É aqui! Disse o Rei ao arquiteto, desenhando na areia as proporções divinas. O trabalho seria imenso e toda a terra teria que colaborar para o novo templo.
Os viajantes assistiam a comitiva Real e buscaram o Rei para uma Audiência.
- Oh! Rei dos Reis, Senhor do Norte e do Sul, que governa o ocidente e o oriente, viemos das terras desoladas e encontramos o nome do Indizível ΙΑΩ em meio as ruínas de um antigo templo. A tábua está perdida, mas aqui está a folha de ouro.
O Rei desconfiado mandou chamar seu taumaturgo real.
-Oh! grandessíssimo senhor! Eu sou o Taumaturgo Real, Quiromante, Mestre Construtor , Escriba, Sumo-sacerdote do templo! Nunca vi algo semelhante, sem o selo real, é uma farsa!
Nisso a estranha figura jogou sua capa-preta sobre os viajantes, tomando para si a folha de ouro. Os viajantes ultrajados saíram para fora da cidade murada, subiram no monte e sentaram embaixo da arvore do mestre morto.
-Mestre, como aquele homúnculo teve a audácia de tomar o nome?
-Na terra há varios seres que devemos aprender a conviver e ver até onde podem chegar! Aquele farsante se esconde atrás do Rei, edita, inventa, restringe o que quer, ao seu bel prazer, posso dizer que aquele escriba reina mais que o Rei.
-Mestre, não há nada que possamos fazer?
- O Rei está velho, seus dias contados, o Templo será sua grande obra a humanidade, nos trouxemos a ele o que o melhor que nós poderíamos contribuir. Nosso trabalho já está feito.
-Mestre e aquele ser?
-Nada.
-Mestre, Nada?
-Nada!
-Ele não é nada, suas ações serão apagadas, como a areia que ao vento se move ora para um lado ora para o outro. Uma duna nunca está no mesmo lugar. Pode destruir, pode matar, criar pandemônios, mas não mudará o caminho da vida, o circulo solar ou o tempo do dia. Nada ele representa, sua imagem é só para e apenas a si mesmo.
-Mestre ele esta com o  Nome em suas mãos!
-Sim, ele está, mas não saberá interpretar o real significado do fato, ele só quer aparecer, ser recebido com as pompas e as circunstâncias,  ser o primeiro a falar e brindar, tudo vaidade, é um menino mimado com um brinquedo novo, brinquedo sério.
Na corte Real todos perguntavam ao Quiromante sobre a folha de ouro dos viajantes e ele criava a cada pergunta uma estória até que a rainha dos reinos do sul resolveu ir a corte. Os preparativos foram grandes e os festejos colocaram todos no serviço do evento, todos os Reis Magos e toda a gente da terra foram na recepção  da Nobre visita. O Rei recebeu a Rainha sobre as bases do Grande Templo e resolveu dar de presente a folha de ouro dos viajantes. A comitiva foi recebida com grande festa e o Rei ao levantar a folha e mostrar a todos teve uma grande surpresa.
-Oh! Amado Rei que queres de nós?
- Por que profanas a ti mesmo, estando sujo, ao elevar sobre ti algo tão puro? O Rei assustado disse:
- Que se passa? Meu Taumaturgo Real, Quiromante, Mestre Construtor e Escriba, disse que isso é apenas um adereço sem real serventia!?
- Oh nobre Rei estás enganado, disse a Rainha. Isso é o nome do  Indizível Deus ser uno e supremo, criador de tudo e de todos, é na terra algo deveras magnífico e deve ser tratado com muito respeito!
Os sacerdotes da Rainha reverenciaram a folha e colocaram numa arca nova e a  santíssima. O taumaturgo tentou fugir e foi aprisionado pelo Rei.
- Como pôde? como pôde me enganar todos esses anos? Por detrás dessa imagem de homem fiel as leis, conhecedor dos meandros dos homens, da arte de edificar, de tudo o senhor em tudo é uma farsa. Me escondeu que nada sabia sobre tanta coisa com colóquios intermináveis de cousa alguma! Volte a apascentar camelos nos infernos!
- Guardas esquartejem  este traste!
Os viajantes foram a cidade ouvir o profeta, que mostrava a iniquidade dos homens, e no edito do meio-dia  viram a fúria do Rei em ação, numa ordem, para os quatros cantos do mundo, correram oito veloses garanhões com as partes do homúnculo real.

domingo, novembro 06, 2011

ΙΑΩ

Os Viajantes caminhavam pelas ruínas de uma cidade, viam o que o gênio humano criou e a ganancia humana destruirá.

-Mestre, como os invasores foram tão cruéis! Roubaram os tesouros do templo, queimaram a biblioteca e esvaziaram os silos. Não sobrou nada!

-Os invasores? Eles foram recebidos com jubilo, as portas da cidade foram abertas os melhores lugares o povo deu a eles, e que trouxeram? A fome, a peste e a guerra! Aqui todos se viraram contra todos, o pai contra filho, o tio contra o sobrinho, a culpa não é do estrangeiro e sim dos locais.

-Mestre, mais os exércitos estrangeiros levaram tudo?!

-Sim, levaram tudo enquanto o povo se embriagava noite e dia, em vez de trabalhar. Durou meses as atrações do circo máximo e seus times de bestas! O ladrão veio e eles não estavam preparados! Tolos, Indolentes e Prevaricadores!

Os viajantes foram resgatar o que podiam nas ruínas do templo e lá encontraram o nome não-dito ΙΑΩ.

-Veja o que encontramos como era existente antes do tempo, e como deve existir quando o tempo não mais existir.

A cidade foi destruída, mas não está morta, temos que reconstruir o templo o segredo está em nossas mãos..

quarta-feira, outubro 12, 2011

A nova Lei Real.

Era uma vez , num reino  muito distante onde um intenso nevoeiro cobria tudo a anos, existia um rei que diariamente mandava um mensageiro ao topo do monte consultar o o ermitão sobre a melhora do tempo.
-Oh nobre ermitão, vosso Rei mandou que diga como será o amanhã?
-Pobre mensageiro, caminha para cima e para baixo com a mesma pergunta, e sempre tem a mesma resposta, nuvens, nuvens e nuvens!
O Rei culpava a origem do nevoeiro da volúpia do povo, bem como da ignorância e da lascívia como responsáveis pelo mal tempo a anos.Assim, via que o povo ria da própria desgraça e nada fazia e num edito proibiu todos de rirem, de se alegrarem ou mesmo contar piadas.
Mandou seus xerifes colocarem em todas as encruzilhadas a proibição e resolveu juntar toda a população na praça central e contar a novidade:
-Atenção Povo do Meu Reino, eu o Rei, de agora em diante, proíbo todos de rirem, se divertirem e de contarem piadas.
O silêncio tomou toda a praça, o Rei seguro o maço e num golpe certeiro, acertou o dedão e deu um grito. Todos riram e deram com o ombro para a nova Lei Real....

Moral da História: as vezes os governantes tem que se sacrificar para a alegria do povo...

quinta-feira, julho 28, 2011

Toque do Maço

Os Viajantes subiram pela Escada do Patriarca, através das nuvens chegaram onde Noé encalhara.Caminharam até um jardim, no meio de toas as árvores da terra, havia a colocada por Ele.
-Mestre, guarnecida pelos quatro cantos, cada semente contida nos seus frutos, contem resumida toda sabedoria da terra? Da sua Gênese ao seu último dia. O registro do eterno.Posso comer?
-Coma!
O aprendiz correu em direção a árvore e  ele corria  e a árvore ficava cada vez mais longe e mais alta, tudo era parte da árvore. O aprendiz, cada vez menor, corria, até que,entre as folhas, chegou perto do fruto. Correu, e cada vez que  estava  mais perto e menor, o mundo se parecia mais com o fruto da árvore, até que, cada vez maior o fruto parecia com tudo que havia em volta no início e o Aprendiz se viu correndo e chegando ao lugar de origem.
-Mestre, a árvore é tudo?
-Não, tudo. Mas quase tudo está na árvore. O início e o fim.
-Mestre, busquei o fruto e não alcancei.
-Esse fruto só é colhido quando cai do pé.Para quem espera e está preparado.A busca de uma resposta é muito pouco...
O aprendiz caminhou em direção a árvore e não olhava para ela e sim para os frutos que caiam, eram muitos. Seguiu os Ritos e Recebeu o Fruto, comeu e o  Segredo fechou-lhe a boca, o Zelo fechou-lhe os olhos, a Consciência  fechou-lhe os ouvidos. O Aprendiz começou a correr Sozinho, vagou muito tempo sem saber, vem ver, sem ouvir ou falar,  desesperado, tentou se libertar da morte. Correu no escuro dos seus medos. Caiu. Clamou ao Criador a luz e aos poucos sentiu em sua mente o Calor, a Luz, a Presença do Supremo.  Sentiu que estava cercado de Algo Maior.Correu em direção a Luz. O Mestre despertou, com o Toque do Maço, do Sono da Morte o Aprendiz que era um novo homem.

quarta-feira, julho 20, 2011

Da ideia ao Maço


Pelo caminho, velhos, crianças, animais, vagavam entre os exércitos parados, feridos e viúvas.
Pela terra iam os viajantes, e atônitos, viram 4 cavaleiros sobre 4 cavalos unidos pela mesma cauda trazendo arcanos antigos sobre a terra. A Guerra ceifava pela manhã, pela tarde e a noite reinava,  todos os exércitos da terra combatiam.A Morte ceifava pela manhã, pela tarde e a noite reinava, o banho de sangue deixou os rios vermelhos.A Peste ceifava pela manhã, pela tarde e a noite reinava, montes de corpos espalhados pelas ruas.O Terror ceifava pela manhã, pela tarde e a noite reinava, todos gritavam.`Dois cavalheiros seguiam sobre um cavalo em busca de um desconhecido pelo mundo.
-Homem! Espere!
-Alto, Senhor!
-PARE!
-Aonde Vai?
-Quem és?
-Em Crê Crês?
-Cremos no mesmo criador!
- Como não? Então além de infiel é filósofo?
- Filósofo? Apenas vendo lâmpadas!
-Lâmpadas? As dos desejos?
- Não das de luz..
- A terra-santa está em perigo!
-Nobres estrangeiros, chamam a grande cidade de terra santa, toda terra é santa, cada grão de areia é importante tanto quanto o raio de sol ou o canto do pássaro.  Nisso o Supremo Criador pôs o valor  harmônico do tudo em todas as coisas. Desçam do cavalo e vamos beber chá.
-Obrigado, Senhor.
-Venham numa casa nova, de novos amigos, de idéias novas, somos velhos irmãos....
- Estejam bem, tomem bebam.
-Senhor, o que nos serve?
- A comida  da terra acabou  a fome ceifa pela manhã, pela tarde e a noite reina,  a boca já some dos rostos dos homens. Aqui a comida ainda não acabou. Comam o manjar dos Deuses.Temos o que guardamos para o inverno, nos basta por muito tempo. O que procuram no meio da terra? Entre o caos dos tempos?
-Senhor, procuramos nos quatro cantos o Mestre do Risco. Nada, em nenhum lugar.
-Procuramos o velho mestre construtor, não o encontramos. Os cavaleiros dos arcanos varrem a terra e os selos estão sendo abertos. A caravana desapareceu.
-Procuram alguém como vcs?
-Sim!
-Então não poderei responder.
- A responda é infiel!

- Venho de longe, do risco à pedra. Da ideia ao malho. O conhecimento, o significado, no símbolo. Vocês procuram uma miragem. Veem mas não enxergam. Voltem, em breve encontrarão o homem que procuram ou não.
-Adeus...
A Guerra ceifava pela manhã, pela tarde e a noite reinava,  todos os exércitos da terra combatiam.A Morte ceifava pela manhã, pela tarde e a noite reinava, o banho de sangue deixou os rios vermelhos.A Peste ceifava pela manhã, pela tarde e a noite reinava, montes de corpos espalhados pelas ruas.O Terror ceifava pela manhã, pela tarde e a noite reinava, todos gritavam..
- o velho mestre sabia que nada podia frente as forças que se organizavam. Sentou sobre o monte e assistiu o desenhar dos fatos

domingo, julho 17, 2011

sob as pedras do templo



-Mestre, a esmeralda aguentará os tempos?
-Esse ensinamento deve ser guardado dentro, não fora. O cubo de esmeralda será o sinal.
-Mestre, onde esconderemos a preciosa joia. Enterraremos, perto do templo ou sob a grande árvore?
-Vamos esconder onde jamais procurarão. Na visão de todos. Sob a Arca do Templo.
-Mestre, o profeta alertou que estamos perto do fim.. O reino cairá após  anos de domínio estrangeiro não sobrará nada...
-O fim sempre se aproxima? A cada dia, temos a chance, ao nascer do sol e a reflexão, no entardecer. Nosso tempo acabará conosco, outros virão. E ao tempo deles: amarão, construirão e destruirão o seu próprio tempo. As palavras do profeta são para todos os homens do início ao final dos tempos, só o que muda é a direção do caminho do homem. Seguimos pelo mundo aprendendo, ensinando e construindo ao que seja melhor.
-Mestre, não edificamos quase nada..
-Primeiro edificamos a nós mesmos para depois querer edificar a outrem. Devemos ser eternos aprendizes que queremos ser mestres, a lição nunca é maior que o livro que a contém. Eu me edifiquei nessa jornada. Você se edificou mais que apenas carregar as ferramentas, fazer velas ou discorrer sobre a grande obra. A pedra bruta esta cada vez mais polida.
-Mestre, o caminho do cativeiro a liberdade é penoso. A noite se aproxima.
-Não temas pois somos livres, temos a lâmpada que não se apaga, daqui sairemos livres, mesmo que caminhemos para morte. Como nós muitos já foram, muitos ainda serão, não podemos temer o que subjuga pela força, pela mentira ou pela fome.
-Mestre, somos uns em toda essa terra.
-Sabemos o que somos, sabemos o que queremos, sabemos quem eles são, ora há apenas uma distância a ser percorrida, uma distância que não se mede em passos, braças ou covados; Mas em pensamentos, é mental esse abismo que nos separa: o medo, a negligência, a ignorância nos deixam afastados.
-Devemos caminhar, a viajem está perto do fim, percorremos muito tempo sob a treva e a lâmpada nunca se apagou. O sol nos guiará. Mas antes devemos colocar nosso segredo sob as pedras do Templo.

quinta-feira, julho 07, 2011

- Vem cá. Chega de conversa..

-Não pese ele com essa medida, ele pesa mais que chumbo..
-A atitude fala menos que aquele blá-blá-blá fiado?
-É. Foi desastroso o encontro dos dois, não foi?
-Foi! E se foi... não sobrou muita coisa para juntar, nada num raio de quilômetros...
-O amor é assim, ora é fogo, ora é gelo, ora é explosão!
- É muito fogo! muita explosão e tudo vai pelo ares!
- Nada! Nada vai mudar, nada ira pelos ares, tudo seguirá como sempre seguiu...
- É... o que muda é no outro mundo o interior.. o que explode, explode aqui dentro
-Fiquei com as pernas bambas quando a vi, engoli seco, olhei uma vez,
-É tudo num instante ficou melhor, mais bonito...
- Acho que era você que emitia luz
-Para! não quero ouvir suas historinhas de amor..
-Você não gosta mais de mim?
-Gosto, mas tem a cidade, não vou mais morar aqui, tem meu serviço, não vou trabalhar mais lá, tem a , tem o...
- Vem cá. Chega de conversa..

sexta-feira, julho 01, 2011

amor obsoleto

-Meu amor pegue mais uma dose para mim
-Sim, querido. Você viu como a Nice está?
-Como?
-Péssima, vive a base de calmante!
-Obrigado! Tudo isso por causa daquele vira-lata?
-Vivia na rua, tinha dia que nem voltada!
-Querida, é assim, ela tinha outra opção?
- Veja comigo, quando descobriram que a felicidade estava em Deus, mataram em nome da religião, Quando descobriram que estava na Sociedade, mataram em nome das ideologias e agora descobriram que está no consumo... Pobre.. morreu por ser amor obsoleto.
-O remorso passa daqui a pouco ela estará com alguma novidade.
- Vamos querida, chegue mais perto.

-
Na rua passa

quinta-feira, junho 30, 2011

Certa vez um homem encontrou, ao voltar para casa um cubo de metal muito pequeno
O cubo era uma figura estranha na aldeia do homem, onde a vida era corriqueira e nada de novo acontecia.
O homem conhecia as tradições de sua tribo. Sabia que aquele artefato deveria passar pelo conselho de anciões.
- Será possível qu eu tenha que dizer a todos o que me acontecera? pensou ele preocupado
-Os dias passavam e o homem, intimado, levou o cubo aos mais velhos...
Olharam, apreciaram, queimaram, bateram e nada, o cubo nada respondia.E todos resolveram que nada poderia fazer para que o cubo mudasse sua natureza.
-Vamos explodir essa coisa!!!! Gritou um, todos colocaram seus sonhos na explosão do cubo.
-5,4,3,2,1, fogo a terra tremeu, e nada
Após o ocorrrido chamaram os maiores especialistas da capital, homens com a conduta ilibada, e nada.
-Cidadãos da cidade, temos algo que incomoda a todos:
Ao longe a mutidão respondia ao palanque político:
-Oh! nobre Senhor o que nos espera? O que podemos esperar? Temos o futuro garantido?
Os sábios buscaram no oráculo a resposta e o oráculo nada falou, víceras de animais, víceras de condenados, nada?
O antigo profeta, ainda era vivo e predisse sobre o cubo:
-O que está entre vós, está nos céus!!!
O homem voltava para sua casa e viu, todos viram, nada sobrou.
Os meteóros chegaram trazendo miais um rastro de destruição....
Quando a estrada passa na garganta do diabo, ao longe ouvi-se o grito dos aflitos...

quarta-feira, junho 22, 2011

Deus em 3d

Essa imagem esquisita é a famosa partícula de Deus ou Anti-matéria; Ouço desde minha terna infância essa descoberta revolucionaria como o homem vê as coisas. Será?

segunda-feira, junho 13, 2011

Imagina se eu fosse o cara!

-Passe os pães, na falta de tudo lembrem-se: partilhe aos menos o pão com seus irmãos..
-Tome beba cada um apenas um gole! Partilhe ao menos a água com seus irmãos..
Cuide cada um do outro até a minha volta e não esqueçam!
-Não bagunce a casa!
Saiu o homem vestido de Jesus do banco, do outro lado da rua uma mulher esperava numa lambreta vermelha. A moto saiu no meio do transito tumultuado da Av. Brasil na ora do rush.  Certos que nada poderia acontecer. As rádio-patrulhas já avisavam que o casal ia em direção da Ilha do Governador.
-Atenção! São dois numa lambreta vermelha! um tá com uma AR15 e a outra um AK!
-Mata! Tem que virar notícia!
A lambreta cruzou um caminhão passando pelo bloqueio policial, os soldados atiraram, ferindo um vendedor de vassouras e rasgando um malote de dinheiro que entrava num carro- forte na avenida. Uma nuvem de dinheiro parou o transito e a perseguição.
Os fugitivos passaram a primeira barreira mas estavam perto da Armada da marinha lá  a artilharia foi mobilizada para dar conta dos fugitivos.A lambreta no máximo cruzou os portões do batalhão e uma centena de tiros e explosões se seguiram arrebentando a estrada, o pier, a esquadra, afundando o pouco que tinha.
O presidente foi informado da situação, convocou uma reunião de cúpula  que  mandou, após três horas de discussão, uma esquadria de caças-bombardeio atrás da lambreta usando a arma mais  mortífera já inventada.
O Cara vestido de Jesus olhou pelo retrovisor e viu que todos iam atrás dele por um único motivo e pensou:
-Imagina se eu fosse o cara!

A lama e os viajantes

-É muito simples, puxe o freio de mão!
o carro derrapou de lado e os viajantes se olharam.
-É muito simples, puxe o freio de mão!
A lama atolou o carro até o eixo...

sexta-feira, junho 10, 2011

grande peixe

-Suba esse Louco.
-Socorro!!Socorro!!Não sei  nadar!!
- Fique de pé, idiota!-pegue a corda e se amarre.- Ande suba!-Ande!
Tiraram o manco do poço e o levaram para o ancião, o manco estava no lugar onde não poderia ter mancos, foi exibido  como uma aberração, e dado de presente ao novo  Rei e enviado numa caravana que chegou na Grande Cidade onde estava o profeta que curava de tudo.  O novo Rei zombando do profeta  mandou todos enfermos ao profeta, estes melhoravam e o seguiam, numa multidão, o manco agora andava, e questionou seu novo mestre:
- Mestre, o que faço para  atingir o reino dos céus?
-Mestre, quem semeia o bem o que colhe?-Colhe o que plantou?
-Mestre?
O profeta entendiado com a conversa foi em direção de uma tempestade no mar. No barco, o viajante via o naufrágio inevitável, ondas, chuva, vento.O grande peixe passou e engoliu o barco e o homem que nadava na praia.Dentro do peixe o barco ancorou e todos fizeram uma fogueira para tentar forçar o bicho a cuspir.Uma imensa onda inundou tudo. Obrigando todos a segurarem nas garganta. O profeta cortou a garganta da fera provocando convulsões no animal que boiou morrendo. Apos muito trabalho os sobrevivente vagavam pelo mar sobre o imenso animal.
-Vagaremos até estarmos como a besta!
-Amanhã dormiremos em casa!
- Veja, tubarões!
Aos poucos o grande peixe era comido pelos outros peixes e os homens que chegaram em segurança na manhã do outro dia.
Os viajantes seguiram o resto do caminho a pé.

O cego

naquela região os rios eram profundos e precipios eram passados por pontes, finas caiam nas tempestades e ventos fortes.
-Mestre, vamos morrer?!!
-Provavelmente
A chuva subia o vale abaixo; os ventos se aproximavam rapidamente sacudindo a ponte como uma linha. -todos se agarraram. Animais e desavisados voaram no vale profundo. Os viajantes foram atingidos por brasas de um morto, caindo na vegetação abaixo. Muito feridos , um cego o outro manco,levantaram-se e subiram o desfiladeiro.
-Mestre, precisas de mim?
- Como nunca antes precisei, meus olhos estão perdidos! Demorará demais a voltar a ver!
-Mestre, o que  é  preciso é curar as feridas.
Caminhando foram e direção ao abismo atravessar outra ponte.
-Vamos me leve a água, me lave os olhos!
-Mestre, seus olhos voltarão ao tempo deles!-Vamos a Mirna, ler as entranhas de Gaia. -
-Vamos a Cidade de Marfim!-Anos passam, dias, e aquele desejo não passa! Tome agora o seu Dote! 30 moedas de prata! Compre a beleza!
As moedas compraram a caravana que ia a Cidade de Marfim e toda a sua mercadoria. A caravana perdeu-se numa tempestade de areia, o vento os levou ao labirinto do deserto, sobreviveram por 10 dias..
-Mestre coma!
-Não consigo, morrei aqui no deserto!
Não havia mais água, Um cavalo não aguentou e caiu morto exausto pela sede. O outro deitou e repousou a cabeça no solo morrendo em seguida. O cego sentou cruzando a pernas e cobriu pela ultima vez a cabeça. O vento voltou forte arrastou os cavalos, o mestre voou em posição de lótus e o aprendiz caiu num poço cheio de água.
-Vamos ande mendigo! vá ao poço curar teus olhos!-disse o uma voz estranha.
-Onde é o poço?
-Viresse e vá direto.É sempre em frente.
O cego chegou a praça do poço e todos ouviam um profeta. aproximou-se e o profeta virou, viu o que o cego sofria, cuspiu no chão e tratou dos olhos. Curado caminhou em direção a estrada.



O sol fora tão forte que quando os viajantes passam lá esta o mestre sentado

quinta-feira, junho 09, 2011

a grande cidade de Marfim

Os viajantes chegaram com a grande feira na cidade de marfim,
tudo era vendido e comprado, prisioneiros de todos os cantos da terra eram vendidos  pela idade raça e sexo.
-Mestre, essa música, o sol, a lua, como é possível?
-Por quê não?
- Eu vejo.
- Você vê, ora isso é incrível?! É ou não é?!-Numa explosão surgiu um chinês.. -Ao meio-dia a sombra some ao som da flauta do músico...Ali, vá!-e molde as velas, faça dezenas..Enquanto  conversarei em torno do fogo .
O fim do mundo era também o começo.

a grande torre do fim do mundo

Perto do fundo do mundo viajantes atravessaram uma imensa construção onde milhares trabalhavam saindo e entrando de buracos no precipício cavam pedra para a construção de uma imensa torre.
-Mestre, as pedras são cortadas e puxadas por guindastes de roda com vinte homens dentro, chegam numa precisão impressionante, tudo funciona, parece um organismo vivo, cada um parece necessário ao funcionamento do todo, todos se parecem, parecer ser todos iguais?
-Não são todos iguais, mas igual, menos igual, cada um está ali por um porquê, por um como, por um quanto, por um quando...- porque estão aí? Apenas por serem escravos?
-Mestre são escravos!
-São escravos do medo. Esses escravos poderiam se libertar, são maiores, em mais número, com ferramentas, com inúmeras habilidades e o que aprisiona é o medo.- As correntes não seguram as idéias,  a água e a liberdade.- Idéias podem ser usadas como correntes, assim o Sumo-sacerdote criou a crença no poder do Deus  Águia e mandou construir uma torre para atingir o céu, ninguém lembra quando a obra começou e nem sabe quando acabará.- Com o tempo foram melhorando o processo de construir e tudo que fazem é para melhorar a construção da Torre.- Chegará num ponto que a Torre atingirá uma altura que sua antiga e primitiva base não aguentará e tudo estará perdido.
- Mestre, porque continuam?
- Eles precisam  manter toda a estrutura, toda a organização, todo o organismo, por mais perigoso que seja, eles não sabe fazer de outra forma, são escravos do medo.A destruição da torre é iminente e continuam a brincar  com areia, quando voltarmos veremos o que sucedeu a grande torre do fim do mundo.

-Mestre

 lá onde o dia ainda não chegou os

quarta-feira, junho 08, 2011

Os viajantes chegaram onde o mundo se partia: no fundo do mundo, lá onde nem o Sol batia, ainda era Noite em cima Dia. Caminharam no desfiladeiro, cegos, moribundos, crianças, subiam e desciam a rota tortuosa na beira do abismo.
-Mestre, para onde  vamos?
-Vamos em direção das sombras.-Onde a luz nunca chegou. -O Frio, a Noite e a Lua nos esperam.
-Mestre, a Lua?
-Sim a Lua, senhora das marés e das mulheres, o frio e a Noite!
Ao longe homens muito pequenos em imenso numero cobriam a terra, homens que iam e vinham através de comandos de bandeiras; num movimento harmonioso toda a terra se mexia, movimentos graciosos, mas que escondia por baixo milhares de homens que morriam constantemente de apenas dançarem ao sabor das bandeiras.
-Mestre que são esses?
-São homens do Leste, que nunca pensaram, pois seus pais pensaram por eles e resolveram deixar que outros pensassem por todos e  assim podiam comer, mas não havia escolha por serem muitos resolveram escolher a dança mais bonita para se dedicarem, por fim todos dançavam, poucos balançavam as bandeiras e apenas um decidiu viver. Deixando todos a bailar com a morte.
- Vamos embora pois eles são autoritários e acham que com eles está o conhecimento ou verdades!

os moribundos

-Mestre, de onde vem o conhecimento? Ele cabe nos livros?
-Os maiores ensinamentos são aqueles que nos deixam melhores, melhor com prazer, pior com dor.-As histórias cabem nos livros, teorias, números e geometrias -As vidas são escritas na alma.- Conhecimento sem sabedoria é teoria, sabedoria sem conhecimento é história, conhecimento e sabedoria dão bons livros.
-Mestre, não entendi!
- Ora, não busque fora uma resposta que só o seu eu  pode  responder. -Onde pode ser buscada uma palavra nova a não ser na boca de um homem? Ou a livros já sabem do que virá? Ou te ensinam a decidir o que poderá lhe transtornar amanhã? São respostas, descobertas, a serem buscadas nas estradas da mente.No convívio e observação, na vida, no viver.
De longe um grupo de leprosos gemiam praguejando os viajantes:
-Malditos, venham ver do que o homem é feito!-Fui Rei, comandei exércitos,   tive tudo! hoje não posso nem andar sozinho me arrasto no chão!
O grupo correu em direção aos viajantes que escalaram uma pedra e se viram cercados
-Desçam e venham morrer conosco
-Eu conheci a todos! Naqueles dias, felizes, gozavam do dinheiro, desfilavam gordos, me olhavam com desprezo, achavam minhas idéias estranhas e o tempo passou e hoje vejo daqui suas entranhas?- Por um acaso, esse mal surgiu a todos de uma só vez? 
O antigo rei começou:
-O mal da montanha sobre a cidade uma vez veio, uma névoa, durante três dias ninguém se via ou via nada, ao final todos dormiram ao despertar na medida que as pessoas se banhavam, bebiam as águas, comiam, as dores começavam e passavam, rezamos aos deuses, em vão. A 7 anos bárbaros queimaram a cidade e viemos parar aqui!
Então o Mestre começou a descer e segurou na mão disforme, raspe essa pedra e beba com água. O que tens sumira em breve. Todos os doentes vieram em direção questionando a eficácia.
- Antigo povo bebam da água do Rei e todos viverão!
A turbe logo começou a separar-se, aos poucos nobres, plebeus, altos funcionários de uma dinastia e de outra surgiam ao gritos em meio a discursos, árvores genealógicas da multidão de moribundos
Os viajantes seguiram em meio ao tumulto e numa distância segura o aprendiz perplexo perguntou:
-Mestre, como sabia dos males dos homens?
- Esses homens guiaram suas vidas na cobiça, destruindo tudo e todos no caminho do poder e da glória, e sabendo dos riscos, envenenaram suas águas matando os peixes, o ar matando as aves e pior de tudo: envenenaram a si mesmos. -Por fim ficaram como chegaram, sem nada.-Eles precisam beber da esperança, em crer no que já não mais acreditam.- A morte assim parecerá mais doce .-O que eu fiz resolveu o nosso problema.

segunda-feira, junho 06, 2011

em direção da luz

o mundo começou a guerrear e  o mestre e o aprendiz sairam da cidade.
-Mestre, o que podemos esperar desses exércitos que se preparam para o combate?
-Nada. O combate já é a derrota! A peste assola nossas crianças, a fome em nossas mesas e mentira na boca de muitos... Os 4 reinos nunca estiveram tão ameaçados frente a essa mão tão poderosa...
No cume do monte, tudo era visível, o sol a cidade e a noite que se aproximava.O aprendiz observava o mundo abaixo e buscava entender a ordem do todo.
-Mestre, o homem conseguiu subjugar tudo, a água, os animais, as plantas e até a si mesmo..
- Mas não aprendeu a lição do sol, não aprendeu a lição da água, muito menos alcançou a beleza dos lírios...Olhe criança: a morte, a inveja, a cobiça desemensurada, daqui sinto o cheiro podre da imundície humana espalhada nas águas, no ar e relva. Essa geração escreve seus livros e leis com o sangue dos inocentes.
-Mestre, há esperança.
-Sim, há esperança. Até o meu último Sol, eu creio que sim.
O aprendiz achava o mundo injusto e buscava uma solução fácil para todos os problemas.
-Mestre, por que o Ser Supremo nada faz?
-Ele já fez o eterno, mensurou o possível, formou o necessário e vitificou o inerte, mas deixou a busca para que nos tornassemos melhores, sábios e fraternos.
Abaixo, no vale, todos os exercitos do mundo se enfrentavam e destruiam a grande cidade.
-Mestre, ouço os sons dos clarins e trombetas..veja ao longe a cidade queima.. o templo está em chamas?
As nuvens se dissiparam e apenas o anjo da morte ficara, cansado de ter levado quase toda a humanidade.
O Mestre analisando o que já era esperado começou:
-Agora começa uma nova era, chegada a hora de descermos do monte e  serguimos nos sete mundos que se abrem a nossa frente, o ensino está perto do fim.
-Mestre, a  verdade está em algum escrito antigo, pergaminho ou templo oculto?
-Há muita verdade nisso tudo, verdade e mentira, lados de uma mesma moeda.
-Não há busca de verdades.. vamos andando, pois o caminho é tortuoso, vamos que a noite se aproxima, vamos em direção da luz..

sexta-feira, maio 13, 2011

pedro e a pedra

Pedro caminhava pela rua Direita rumo ao rock que prometia....
...a garoa incomodava, 
mas Pedro, desavisado,  nada sabia dos perigos da garoa naquela pedra escorregadia.
como um raio
viram as pernas
os braços
alguém...cruzar o ar
o instante em que o corpo:
flutua
leve.
Costas,
olhos
pesados.
Estatelado 
a dor...
lá estava Pedro;
com o corpo estendido no chão.

...

CAUSOS E COISAS DO GÊNERO.