quinta-feira, fevereiro 09, 2012

O diabo e o jacaré

Os vaqueiros levavam o rebanho para a praia do rio, quando um jacaré certeiro afundou uma rez com uma mordida fatal.

-Credo Zé, rio amaldiçoado! O diabo leva sempre um no seu embornal!
-Diabo nada Jão é papo-amarelo mesmo!

A comitiva tinha que ir a feira de Goiás, dez dias de viajem num sertão vasto e agreste. Na penumbra da noite, os vaqueiros descobrem o roubo do gado.
-Acorda Tião.
-Que foi Zé?
-Jão seguiu a banda do rio, vá pela capineira, que eu vou pela volta de cima, vamos acabar com isso.
Os três vaqueiros separados foram atrás dos ladrões que estavam fugindo sem sucesso.
-Para fiodumaputa!
Gritou Jão ao abrir fogo contra dois moleques sobre um cavalo que disparara ao ouvir a saraiva de tiros vindos de todas as direções. Houve silêncio após os tiros. A madrugada virou dia e nada do rastro, até que.
-Vejam sangue nas pedras, eles seguiram pela vereda maior.
Ao chegarem ao descampado, uma cena insolita marcava a capineira, Mortos dependurados pelas rédeas, dois garotos gêmeos, um de cada lado da montaria pendiam ao movimento do cavalo que pastava. Os três se olharam, fizeram o sinal da cruz e voltaram sem dizer uma unica palavra,


























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CAUSOS E COISAS DO GÊNERO.