quinta-feira, junho 30, 2011

Certa vez um homem encontrou, ao voltar para casa um cubo de metal muito pequeno
O cubo era uma figura estranha na aldeia do homem, onde a vida era corriqueira e nada de novo acontecia.
O homem conhecia as tradições de sua tribo. Sabia que aquele artefato deveria passar pelo conselho de anciões.
- Será possível qu eu tenha que dizer a todos o que me acontecera? pensou ele preocupado
-Os dias passavam e o homem, intimado, levou o cubo aos mais velhos...
Olharam, apreciaram, queimaram, bateram e nada, o cubo nada respondia.E todos resolveram que nada poderia fazer para que o cubo mudasse sua natureza.
-Vamos explodir essa coisa!!!! Gritou um, todos colocaram seus sonhos na explosão do cubo.
-5,4,3,2,1, fogo a terra tremeu, e nada
Após o ocorrrido chamaram os maiores especialistas da capital, homens com a conduta ilibada, e nada.
-Cidadãos da cidade, temos algo que incomoda a todos:
Ao longe a mutidão respondia ao palanque político:
-Oh! nobre Senhor o que nos espera? O que podemos esperar? Temos o futuro garantido?
Os sábios buscaram no oráculo a resposta e o oráculo nada falou, víceras de animais, víceras de condenados, nada?
O antigo profeta, ainda era vivo e predisse sobre o cubo:
-O que está entre vós, está nos céus!!!
O homem voltava para sua casa e viu, todos viram, nada sobrou.
Os meteóros chegaram trazendo miais um rastro de destruição....
Quando a estrada passa na garganta do diabo, ao longe ouvi-se o grito dos aflitos...

quarta-feira, junho 22, 2011

Deus em 3d

Essa imagem esquisita é a famosa partícula de Deus ou Anti-matéria; Ouço desde minha terna infância essa descoberta revolucionaria como o homem vê as coisas. Será?

segunda-feira, junho 13, 2011

Imagina se eu fosse o cara!

-Passe os pães, na falta de tudo lembrem-se: partilhe aos menos o pão com seus irmãos..
-Tome beba cada um apenas um gole! Partilhe ao menos a água com seus irmãos..
Cuide cada um do outro até a minha volta e não esqueçam!
-Não bagunce a casa!
Saiu o homem vestido de Jesus do banco, do outro lado da rua uma mulher esperava numa lambreta vermelha. A moto saiu no meio do transito tumultuado da Av. Brasil na ora do rush.  Certos que nada poderia acontecer. As rádio-patrulhas já avisavam que o casal ia em direção da Ilha do Governador.
-Atenção! São dois numa lambreta vermelha! um tá com uma AR15 e a outra um AK!
-Mata! Tem que virar notícia!
A lambreta cruzou um caminhão passando pelo bloqueio policial, os soldados atiraram, ferindo um vendedor de vassouras e rasgando um malote de dinheiro que entrava num carro- forte na avenida. Uma nuvem de dinheiro parou o transito e a perseguição.
Os fugitivos passaram a primeira barreira mas estavam perto da Armada da marinha lá  a artilharia foi mobilizada para dar conta dos fugitivos.A lambreta no máximo cruzou os portões do batalhão e uma centena de tiros e explosões se seguiram arrebentando a estrada, o pier, a esquadra, afundando o pouco que tinha.
O presidente foi informado da situação, convocou uma reunião de cúpula  que  mandou, após três horas de discussão, uma esquadria de caças-bombardeio atrás da lambreta usando a arma mais  mortífera já inventada.
O Cara vestido de Jesus olhou pelo retrovisor e viu que todos iam atrás dele por um único motivo e pensou:
-Imagina se eu fosse o cara!

A lama e os viajantes

-É muito simples, puxe o freio de mão!
o carro derrapou de lado e os viajantes se olharam.
-É muito simples, puxe o freio de mão!
A lama atolou o carro até o eixo...

sexta-feira, junho 10, 2011

grande peixe

-Suba esse Louco.
-Socorro!!Socorro!!Não sei  nadar!!
- Fique de pé, idiota!-pegue a corda e se amarre.- Ande suba!-Ande!
Tiraram o manco do poço e o levaram para o ancião, o manco estava no lugar onde não poderia ter mancos, foi exibido  como uma aberração, e dado de presente ao novo  Rei e enviado numa caravana que chegou na Grande Cidade onde estava o profeta que curava de tudo.  O novo Rei zombando do profeta  mandou todos enfermos ao profeta, estes melhoravam e o seguiam, numa multidão, o manco agora andava, e questionou seu novo mestre:
- Mestre, o que faço para  atingir o reino dos céus?
-Mestre, quem semeia o bem o que colhe?-Colhe o que plantou?
-Mestre?
O profeta entendiado com a conversa foi em direção de uma tempestade no mar. No barco, o viajante via o naufrágio inevitável, ondas, chuva, vento.O grande peixe passou e engoliu o barco e o homem que nadava na praia.Dentro do peixe o barco ancorou e todos fizeram uma fogueira para tentar forçar o bicho a cuspir.Uma imensa onda inundou tudo. Obrigando todos a segurarem nas garganta. O profeta cortou a garganta da fera provocando convulsões no animal que boiou morrendo. Apos muito trabalho os sobrevivente vagavam pelo mar sobre o imenso animal.
-Vagaremos até estarmos como a besta!
-Amanhã dormiremos em casa!
- Veja, tubarões!
Aos poucos o grande peixe era comido pelos outros peixes e os homens que chegaram em segurança na manhã do outro dia.
Os viajantes seguiram o resto do caminho a pé.

O cego

naquela região os rios eram profundos e precipios eram passados por pontes, finas caiam nas tempestades e ventos fortes.
-Mestre, vamos morrer?!!
-Provavelmente
A chuva subia o vale abaixo; os ventos se aproximavam rapidamente sacudindo a ponte como uma linha. -todos se agarraram. Animais e desavisados voaram no vale profundo. Os viajantes foram atingidos por brasas de um morto, caindo na vegetação abaixo. Muito feridos , um cego o outro manco,levantaram-se e subiram o desfiladeiro.
-Mestre, precisas de mim?
- Como nunca antes precisei, meus olhos estão perdidos! Demorará demais a voltar a ver!
-Mestre, o que  é  preciso é curar as feridas.
Caminhando foram e direção ao abismo atravessar outra ponte.
-Vamos me leve a água, me lave os olhos!
-Mestre, seus olhos voltarão ao tempo deles!-Vamos a Mirna, ler as entranhas de Gaia. -
-Vamos a Cidade de Marfim!-Anos passam, dias, e aquele desejo não passa! Tome agora o seu Dote! 30 moedas de prata! Compre a beleza!
As moedas compraram a caravana que ia a Cidade de Marfim e toda a sua mercadoria. A caravana perdeu-se numa tempestade de areia, o vento os levou ao labirinto do deserto, sobreviveram por 10 dias..
-Mestre coma!
-Não consigo, morrei aqui no deserto!
Não havia mais água, Um cavalo não aguentou e caiu morto exausto pela sede. O outro deitou e repousou a cabeça no solo morrendo em seguida. O cego sentou cruzando a pernas e cobriu pela ultima vez a cabeça. O vento voltou forte arrastou os cavalos, o mestre voou em posição de lótus e o aprendiz caiu num poço cheio de água.
-Vamos ande mendigo! vá ao poço curar teus olhos!-disse o uma voz estranha.
-Onde é o poço?
-Viresse e vá direto.É sempre em frente.
O cego chegou a praça do poço e todos ouviam um profeta. aproximou-se e o profeta virou, viu o que o cego sofria, cuspiu no chão e tratou dos olhos. Curado caminhou em direção a estrada.



O sol fora tão forte que quando os viajantes passam lá esta o mestre sentado

quinta-feira, junho 09, 2011

a grande cidade de Marfim

Os viajantes chegaram com a grande feira na cidade de marfim,
tudo era vendido e comprado, prisioneiros de todos os cantos da terra eram vendidos  pela idade raça e sexo.
-Mestre, essa música, o sol, a lua, como é possível?
-Por quê não?
- Eu vejo.
- Você vê, ora isso é incrível?! É ou não é?!-Numa explosão surgiu um chinês.. -Ao meio-dia a sombra some ao som da flauta do músico...Ali, vá!-e molde as velas, faça dezenas..Enquanto  conversarei em torno do fogo .
O fim do mundo era também o começo.

a grande torre do fim do mundo

Perto do fundo do mundo viajantes atravessaram uma imensa construção onde milhares trabalhavam saindo e entrando de buracos no precipício cavam pedra para a construção de uma imensa torre.
-Mestre, as pedras são cortadas e puxadas por guindastes de roda com vinte homens dentro, chegam numa precisão impressionante, tudo funciona, parece um organismo vivo, cada um parece necessário ao funcionamento do todo, todos se parecem, parecer ser todos iguais?
-Não são todos iguais, mas igual, menos igual, cada um está ali por um porquê, por um como, por um quanto, por um quando...- porque estão aí? Apenas por serem escravos?
-Mestre são escravos!
-São escravos do medo. Esses escravos poderiam se libertar, são maiores, em mais número, com ferramentas, com inúmeras habilidades e o que aprisiona é o medo.- As correntes não seguram as idéias,  a água e a liberdade.- Idéias podem ser usadas como correntes, assim o Sumo-sacerdote criou a crença no poder do Deus  Águia e mandou construir uma torre para atingir o céu, ninguém lembra quando a obra começou e nem sabe quando acabará.- Com o tempo foram melhorando o processo de construir e tudo que fazem é para melhorar a construção da Torre.- Chegará num ponto que a Torre atingirá uma altura que sua antiga e primitiva base não aguentará e tudo estará perdido.
- Mestre, porque continuam?
- Eles precisam  manter toda a estrutura, toda a organização, todo o organismo, por mais perigoso que seja, eles não sabe fazer de outra forma, são escravos do medo.A destruição da torre é iminente e continuam a brincar  com areia, quando voltarmos veremos o que sucedeu a grande torre do fim do mundo.

-Mestre

 lá onde o dia ainda não chegou os

quarta-feira, junho 08, 2011

Os viajantes chegaram onde o mundo se partia: no fundo do mundo, lá onde nem o Sol batia, ainda era Noite em cima Dia. Caminharam no desfiladeiro, cegos, moribundos, crianças, subiam e desciam a rota tortuosa na beira do abismo.
-Mestre, para onde  vamos?
-Vamos em direção das sombras.-Onde a luz nunca chegou. -O Frio, a Noite e a Lua nos esperam.
-Mestre, a Lua?
-Sim a Lua, senhora das marés e das mulheres, o frio e a Noite!
Ao longe homens muito pequenos em imenso numero cobriam a terra, homens que iam e vinham através de comandos de bandeiras; num movimento harmonioso toda a terra se mexia, movimentos graciosos, mas que escondia por baixo milhares de homens que morriam constantemente de apenas dançarem ao sabor das bandeiras.
-Mestre que são esses?
-São homens do Leste, que nunca pensaram, pois seus pais pensaram por eles e resolveram deixar que outros pensassem por todos e  assim podiam comer, mas não havia escolha por serem muitos resolveram escolher a dança mais bonita para se dedicarem, por fim todos dançavam, poucos balançavam as bandeiras e apenas um decidiu viver. Deixando todos a bailar com a morte.
- Vamos embora pois eles são autoritários e acham que com eles está o conhecimento ou verdades!

os moribundos

-Mestre, de onde vem o conhecimento? Ele cabe nos livros?
-Os maiores ensinamentos são aqueles que nos deixam melhores, melhor com prazer, pior com dor.-As histórias cabem nos livros, teorias, números e geometrias -As vidas são escritas na alma.- Conhecimento sem sabedoria é teoria, sabedoria sem conhecimento é história, conhecimento e sabedoria dão bons livros.
-Mestre, não entendi!
- Ora, não busque fora uma resposta que só o seu eu  pode  responder. -Onde pode ser buscada uma palavra nova a não ser na boca de um homem? Ou a livros já sabem do que virá? Ou te ensinam a decidir o que poderá lhe transtornar amanhã? São respostas, descobertas, a serem buscadas nas estradas da mente.No convívio e observação, na vida, no viver.
De longe um grupo de leprosos gemiam praguejando os viajantes:
-Malditos, venham ver do que o homem é feito!-Fui Rei, comandei exércitos,   tive tudo! hoje não posso nem andar sozinho me arrasto no chão!
O grupo correu em direção aos viajantes que escalaram uma pedra e se viram cercados
-Desçam e venham morrer conosco
-Eu conheci a todos! Naqueles dias, felizes, gozavam do dinheiro, desfilavam gordos, me olhavam com desprezo, achavam minhas idéias estranhas e o tempo passou e hoje vejo daqui suas entranhas?- Por um acaso, esse mal surgiu a todos de uma só vez? 
O antigo rei começou:
-O mal da montanha sobre a cidade uma vez veio, uma névoa, durante três dias ninguém se via ou via nada, ao final todos dormiram ao despertar na medida que as pessoas se banhavam, bebiam as águas, comiam, as dores começavam e passavam, rezamos aos deuses, em vão. A 7 anos bárbaros queimaram a cidade e viemos parar aqui!
Então o Mestre começou a descer e segurou na mão disforme, raspe essa pedra e beba com água. O que tens sumira em breve. Todos os doentes vieram em direção questionando a eficácia.
- Antigo povo bebam da água do Rei e todos viverão!
A turbe logo começou a separar-se, aos poucos nobres, plebeus, altos funcionários de uma dinastia e de outra surgiam ao gritos em meio a discursos, árvores genealógicas da multidão de moribundos
Os viajantes seguiram em meio ao tumulto e numa distância segura o aprendiz perplexo perguntou:
-Mestre, como sabia dos males dos homens?
- Esses homens guiaram suas vidas na cobiça, destruindo tudo e todos no caminho do poder e da glória, e sabendo dos riscos, envenenaram suas águas matando os peixes, o ar matando as aves e pior de tudo: envenenaram a si mesmos. -Por fim ficaram como chegaram, sem nada.-Eles precisam beber da esperança, em crer no que já não mais acreditam.- A morte assim parecerá mais doce .-O que eu fiz resolveu o nosso problema.

segunda-feira, junho 06, 2011

em direção da luz

o mundo começou a guerrear e  o mestre e o aprendiz sairam da cidade.
-Mestre, o que podemos esperar desses exércitos que se preparam para o combate?
-Nada. O combate já é a derrota! A peste assola nossas crianças, a fome em nossas mesas e mentira na boca de muitos... Os 4 reinos nunca estiveram tão ameaçados frente a essa mão tão poderosa...
No cume do monte, tudo era visível, o sol a cidade e a noite que se aproximava.O aprendiz observava o mundo abaixo e buscava entender a ordem do todo.
-Mestre, o homem conseguiu subjugar tudo, a água, os animais, as plantas e até a si mesmo..
- Mas não aprendeu a lição do sol, não aprendeu a lição da água, muito menos alcançou a beleza dos lírios...Olhe criança: a morte, a inveja, a cobiça desemensurada, daqui sinto o cheiro podre da imundície humana espalhada nas águas, no ar e relva. Essa geração escreve seus livros e leis com o sangue dos inocentes.
-Mestre, há esperança.
-Sim, há esperança. Até o meu último Sol, eu creio que sim.
O aprendiz achava o mundo injusto e buscava uma solução fácil para todos os problemas.
-Mestre, por que o Ser Supremo nada faz?
-Ele já fez o eterno, mensurou o possível, formou o necessário e vitificou o inerte, mas deixou a busca para que nos tornassemos melhores, sábios e fraternos.
Abaixo, no vale, todos os exercitos do mundo se enfrentavam e destruiam a grande cidade.
-Mestre, ouço os sons dos clarins e trombetas..veja ao longe a cidade queima.. o templo está em chamas?
As nuvens se dissiparam e apenas o anjo da morte ficara, cansado de ter levado quase toda a humanidade.
O Mestre analisando o que já era esperado começou:
-Agora começa uma nova era, chegada a hora de descermos do monte e  serguimos nos sete mundos que se abrem a nossa frente, o ensino está perto do fim.
-Mestre, a  verdade está em algum escrito antigo, pergaminho ou templo oculto?
-Há muita verdade nisso tudo, verdade e mentira, lados de uma mesma moeda.
-Não há busca de verdades.. vamos andando, pois o caminho é tortuoso, vamos que a noite se aproxima, vamos em direção da luz..

...

CAUSOS E COISAS DO GÊNERO.