sábado, novembro 26, 2011

Não duvide!

Dois cavaleiros buscavam o monte sagrado para tentar conversar com Deus. Um achava que Deus Criou a Vida para a provação o outro aceitava o novo como lições diárias do Mistério.
-O Criador só  nos prega peças nessa vida, só trabalho e dor! Disse o primeiro cavaleiro.
-Pelo contrário, os caminhos, pelo desígnio Dele são árduos, mas recebemos a carga de acordo com a nossa capacidade.Disse o outro.
Subiram no alto cume e jejuaram e oraram ao Criador e uma sarça ardeu e dela surgiu uma nuvem e desta. Disse Deus:
-Filhos, vejam essas pedras que pisam, carreguem-nas em sua jornada de volta!
A chama se foi num turbilhão deixando os cavaleiros atônitos.
- Eu não disse! Tudo é dor e sofrimento! Carregar pedras! Jamais!
- O outro Cavaleiro, carregou todas as pedras que pôde.
Ambos desceram o monte e quando surgiu o Sol, a luz iluminou a pedras que eram preciosíssimos diamantes.
-Veja como Deus tem formas misteriosas de sempre interceder ao nosso favor...

sexta-feira, novembro 11, 2011

Num passado e  num templo de um reino não muito distante,  na porta um general conversava com um monge sobre o futuro do império.
-Do templo, passasse os anos e seu entorno permanece, nas casas os homens vivem suas vidas de glória e sofrimento. Apenas o homem muda, de lugar, idéias e destinos. A roda da vida roda e gira na via que criamos a cada dia.
-Sim! Mestre! temos que lutar contra a ameaça estrangeira! Povos estranhos, bárbaros ou apenas ladrões! Eles trouxeram a peste e os vícios! Todos com o número na fronte!É o apocalipse, tudo está invertido!
-Os elefantes são a solução do problema! Cada um vale mais que 5 cavalos! 3 arqueiros, paliçada móvel!
Seremos indestrutíveis! Homens nos francos, tombarão sob nossa muralha!
Um caipira passou e questionou o diálogo.
- como pode ser sô, tanta conversa, um telheiro de discurso, um vai fazer o que quer o outro sempre vai tentar fazer o que ele quer! êlere!
- Oh, seu incontentado, sai fora o meu! Disse o monge
- Ah, tá. Disse o general.

segunda-feira, novembro 07, 2011

O homúnculo real

-É aqui! Disse o Rei ao arquiteto, desenhando na areia as proporções divinas. O trabalho seria imenso e toda a terra teria que colaborar para o novo templo.
Os viajantes assistiam a comitiva Real e buscaram o Rei para uma Audiência.
- Oh! Rei dos Reis, Senhor do Norte e do Sul, que governa o ocidente e o oriente, viemos das terras desoladas e encontramos o nome do Indizível ΙΑΩ em meio as ruínas de um antigo templo. A tábua está perdida, mas aqui está a folha de ouro.
O Rei desconfiado mandou chamar seu taumaturgo real.
-Oh! grandessíssimo senhor! Eu sou o Taumaturgo Real, Quiromante, Mestre Construtor , Escriba, Sumo-sacerdote do templo! Nunca vi algo semelhante, sem o selo real, é uma farsa!
Nisso a estranha figura jogou sua capa-preta sobre os viajantes, tomando para si a folha de ouro. Os viajantes ultrajados saíram para fora da cidade murada, subiram no monte e sentaram embaixo da arvore do mestre morto.
-Mestre, como aquele homúnculo teve a audácia de tomar o nome?
-Na terra há varios seres que devemos aprender a conviver e ver até onde podem chegar! Aquele farsante se esconde atrás do Rei, edita, inventa, restringe o que quer, ao seu bel prazer, posso dizer que aquele escriba reina mais que o Rei.
-Mestre, não há nada que possamos fazer?
- O Rei está velho, seus dias contados, o Templo será sua grande obra a humanidade, nos trouxemos a ele o que o melhor que nós poderíamos contribuir. Nosso trabalho já está feito.
-Mestre e aquele ser?
-Nada.
-Mestre, Nada?
-Nada!
-Ele não é nada, suas ações serão apagadas, como a areia que ao vento se move ora para um lado ora para o outro. Uma duna nunca está no mesmo lugar. Pode destruir, pode matar, criar pandemônios, mas não mudará o caminho da vida, o circulo solar ou o tempo do dia. Nada ele representa, sua imagem é só para e apenas a si mesmo.
-Mestre ele esta com o  Nome em suas mãos!
-Sim, ele está, mas não saberá interpretar o real significado do fato, ele só quer aparecer, ser recebido com as pompas e as circunstâncias,  ser o primeiro a falar e brindar, tudo vaidade, é um menino mimado com um brinquedo novo, brinquedo sério.
Na corte Real todos perguntavam ao Quiromante sobre a folha de ouro dos viajantes e ele criava a cada pergunta uma estória até que a rainha dos reinos do sul resolveu ir a corte. Os preparativos foram grandes e os festejos colocaram todos no serviço do evento, todos os Reis Magos e toda a gente da terra foram na recepção  da Nobre visita. O Rei recebeu a Rainha sobre as bases do Grande Templo e resolveu dar de presente a folha de ouro dos viajantes. A comitiva foi recebida com grande festa e o Rei ao levantar a folha e mostrar a todos teve uma grande surpresa.
-Oh! Amado Rei que queres de nós?
- Por que profanas a ti mesmo, estando sujo, ao elevar sobre ti algo tão puro? O Rei assustado disse:
- Que se passa? Meu Taumaturgo Real, Quiromante, Mestre Construtor e Escriba, disse que isso é apenas um adereço sem real serventia!?
- Oh nobre Rei estás enganado, disse a Rainha. Isso é o nome do  Indizível Deus ser uno e supremo, criador de tudo e de todos, é na terra algo deveras magnífico e deve ser tratado com muito respeito!
Os sacerdotes da Rainha reverenciaram a folha e colocaram numa arca nova e a  santíssima. O taumaturgo tentou fugir e foi aprisionado pelo Rei.
- Como pôde? como pôde me enganar todos esses anos? Por detrás dessa imagem de homem fiel as leis, conhecedor dos meandros dos homens, da arte de edificar, de tudo o senhor em tudo é uma farsa. Me escondeu que nada sabia sobre tanta coisa com colóquios intermináveis de cousa alguma! Volte a apascentar camelos nos infernos!
- Guardas esquartejem  este traste!
Os viajantes foram a cidade ouvir o profeta, que mostrava a iniquidade dos homens, e no edito do meio-dia  viram a fúria do Rei em ação, numa ordem, para os quatros cantos do mundo, correram oito veloses garanhões com as partes do homúnculo real.

domingo, novembro 06, 2011

ΙΑΩ

Os Viajantes caminhavam pelas ruínas de uma cidade, viam o que o gênio humano criou e a ganancia humana destruirá.

-Mestre, como os invasores foram tão cruéis! Roubaram os tesouros do templo, queimaram a biblioteca e esvaziaram os silos. Não sobrou nada!

-Os invasores? Eles foram recebidos com jubilo, as portas da cidade foram abertas os melhores lugares o povo deu a eles, e que trouxeram? A fome, a peste e a guerra! Aqui todos se viraram contra todos, o pai contra filho, o tio contra o sobrinho, a culpa não é do estrangeiro e sim dos locais.

-Mestre, mais os exércitos estrangeiros levaram tudo?!

-Sim, levaram tudo enquanto o povo se embriagava noite e dia, em vez de trabalhar. Durou meses as atrações do circo máximo e seus times de bestas! O ladrão veio e eles não estavam preparados! Tolos, Indolentes e Prevaricadores!

Os viajantes foram resgatar o que podiam nas ruínas do templo e lá encontraram o nome não-dito ΙΑΩ.

-Veja o que encontramos como era existente antes do tempo, e como deve existir quando o tempo não mais existir.

A cidade foi destruída, mas não está morta, temos que reconstruir o templo o segredo está em nossas mãos..

...

CAUSOS E COISAS DO GÊNERO.