vcs são tão chatos,
intimamente chatos,
naquela conversinha fiada,
melhor é eu buscar outra saída.
Não posso escrever minha solidão,
mas remediala,
não quero beber,
bem, penso, melhor tomar um golinho,
talvez você ache normal,
eu prefiro a solidão
a compartilhar a demagogia e falsidade.
Essa noite está quente,
não vejo mais TV,
ela quebrou...
quase morri de tanto beber água contaminada de mentiras,
é melhor eu beber algo
minhas palavras confundem as pernas
e meu olhar se perde, desmancha,
funde-se na noite que vai linda coberta de lua,
repleta de lua,
lua de meus amores,
perdidas no tempo.
A noite traz o veneno da fábrica
Que paira sobre os párias,
Que envenena o menino
Que mata o velinho
Que me faz detestar as vezes esse lugar
Olho o cheiro da morte,
Como impotente que sou
Não posso levantar questões
Pois os cãozinhos que me cercam
lambem as mãos
de quem os condena a cegueira de tudo ver
o sentido da estrada que te leva vai ao contrário do meu,
vou embora para tangamandápio
ver o jaiminho, o sorriso e o beijo
deixo vc aqui com sua sina
sua cruz de reclamações, perda de tempo e egoísmo
minha mão está no bolso
já que posso te tocar nos sonhos que terei
nua, pele, olhos, boca